Quem é você? Como você é? A cor da pele define o caráter de uma pessoa?
Este Projeto já realizado há vários anos no Colégio Estadual Maria Zulmira Tôrres, Cachoeiras de Macacu, Brasil, tem por objetivo levantar questão, no mínimo, curiosa: Como um país de tradições africanas tão fortemente enraizadas pode conviver com o preconceito? Esperamos, com este blog, oferecer aos alunos, a oportunidade de explanações e debates sérios e comprometidos, que sirvam de pequeno passo para o fazer de uma sociedade mais justa e mais fraterna.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
"PENSO, LOGO EXISTO."
Assista ao vídeo abaixo e reflita:
Quem é você? Como você é? A cor da pele define o caráter de uma pessoa?
Quem é você? Como você é? A cor da pele define o caráter de uma pessoa?
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
O preconceito está em nós - "A escola é um espaço privilegiado para aprender a resolver conflitos e conviver com a diferença."
Na sala de aula, assim como em qualquer outro ambiente, ocorrem situações de discriminação. É necessário reconhecê-las e discuti-las.
A escola não é uma ilha, e entre alunos e professores estão presentes as mesmas relações de uma sociedade que estimula o individualismo e vê a solidariedade como se fosse um favor e a tolerância como covardia. A nós, educadores, usualmente defensivos, cabe uma posição mais consciente e deliberada contra essa cultura de agressividade, começando por identificar e combater atitudes que comprometem o convívio escolar e envenenam a vida social.
O preconceito não é só coisa de grupos sectários, como skinheads, pois surge, às vezes, da tola pretensão de valorizar a si mesmo ao depreciar diferentes escolhas religiosas, estéticas, desportivas ou musicais. Ele pode se manifestar, às vezes, disfarçado de humor, como na humilhação - ou bullying - de um estudante por seu sotaque regional ou pela forma como se veste. Uma escola que admite posturas como essas, por não reconhecer seu potencial destrutivo, abre caminho para discriminações de etnia, idade, origem, gênero e classe.
Muitas formas de intolerância resultam de visões e superstições presentes nas relações familiares e afetivas e de valores disseminados na sociedade. Em oposição a isso, a escola deve estimular crianças e jovens a identificá-las em piadas, notícias, torcidas esportivas, filmes de ação e novelas e discutir suas origens sociais e históricas. A atividade é adequada a diferentes disciplinas.
As práticas de segregação por condições de vida, preferências ou deficiências também podem ser identificadas e debatidas por meio da dramatização de reações possíveis de jovens e de educadores diante da imagem de um trabalhador urbano saindo imundo de um bueiro ou do sorriso bondoso de uma criança com síndrome de Down. Ao mostrar como os preconceitos são usualmente reforçados por constrangimentos ou revelados pela intolerância, em situações que demandariam compreensão e solidariedade, questionam-se atitudes de professores na sala de aula, por exemplo, ao tratar com alunos que têm diferentes ritmos de aprendizagem.
É difícil não discriminar, pois, ao generalizar experiências pessoais, já prejulgamos. Mais complicado ainda é reconhecer como desfiguramos traços de caráter e sentimentos pessoais ao descrever quem estranhamos. Ao nos referirmos a jovens da escola privada como patricinhas e aos da escola pública como pivetes, por exemplo, estamos revelando nossa própria grosseria e insensibilidade pelo simples uso desses termos - e é bom ter consciência disso.
Os julgamentos preconceituosos, no entanto, nem sempre são definitivos, assim como as afirmações científicas. O que parecia bem compreendido há alguns anos, como a constituição e a expansão do Universo, hoje apresenta vários pontos obscuros. Por isso, valorizar a variedade de culturas, o questionamento dos saberes e a necessidade do contraditório é o que devemos fazer sem propagar outro mito, o da neutralidade absoluta. A escola é um espaço de diversidade privilegiado para aprender a resolver conflitos e saborear a graça do convívio com a diferença. É assim que ela combate os preconceitos.
Texto de Luis Carlos de Menezes, extraído da Revista "Nova Escola".
Físico e educador da Universidade de São Paulo, vê os preconceitos como adversários da cultura em geral e da ciência em particular.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
FESTA DE ENCERRAMENTO DAS OFICINAS DO PROJETO "OCUPANDO A HORA VAGA"
Parabéns GRUCON-CM, por mais um ano de ralizações com as crianças da Cidade Alta e entorno. Parabéns, oficineiros: Fátima, Wellington, Dilson e Josi. Parabéns, Dona Penha e Celeida, pela eterna dedicação!
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
RESULTADO DA ENQUETE "DISCUTINDO O FUNK", PROPOSTA PELO PROFESSOR VINÍCIUS MAIA, PARA TURMAS DE 6º A 9º E ENSINO MÉDIO.
TOTAL DE PARTICIPANTES: 80
IDADE: Menos de 15 anos: 17 / De 15 a 18 anos: 56 / Mais de 18 anos: 7
SEXO: Masculino: 31 / Feminino: 49
RELIGIÃO: Evangélica: 34 / Católica: 30 / Outras: 2 / Nenhuma: 14
LOCAL ONDE MORA: Zona rural: 15 / Japuíba: 5 / Papucaia: 8 / Cachoeiras (Sede): 43 / Outras cidades: 9
VOCÊ GOSTA DE FUNK? Sim: 48 / Não: 32
VOCÊ OUVE FUNK? sIM: 47 / 33
VOCÊ TEM OU BAIXA CD DE FUNK? Sim: 32 / Não: 48
FUNK É CULTURA? Sim: 46 / Não: 34
FUNK É MÚSICA DE RAIZ NEGRA? Sim: 37 / Não: 43
SÓ OS POBRES OUVEM FUNK? Sim: 03 / Não: 76
VOCÊ GOSTARIA DE SER UM(A) CANTOR(A) DANÇARINO(A) FAMOS(A) DE FUNK? Sim: 11 / Não: 69
VOCÊ JÁ FOI OU VAI A BAILES FUNK? Sim: 33 / Não: 47
VOCÊ JÁ BRIGOU NUM BAILE FUNK? Sim: 0 / Não: 80
VOCÊ JÁ PARTICIPOU OU PARTICIPA DE BONDES DO FUNK? Sim: 3 / Não: 77
FUNK INCITA VIOLÊNCIA? Sim: 54 / Não: 26
FUNK INCENTIVA A PRÁTICA DO SEXO E A MAIOR EXPOSIÇÃO DO CORPO? Sim: 62 / Não: 18
E VOCÊ? O QUE ACHA? DEIXE SEU COMENTÁRIO.
domingo, 20 de novembro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
MAIS UM MOTIVO PARA COMEMORAR!
Dia
Universal da Criança
Muitos países
comemoram o dia das Crianças em 20 de novembro, já que a
ONU (Organização das Nações Unidas) reconhece
esse dia como o dia Universal das Crianças, pois nessa data também
é comemorada a aprovação da Declaração
dos Direitos das Crianças. Entre outras coisas, esta Declaração
estabelece que toda criança deve ter proteção e cuidados
especiais antes e depois do nascimento.
DIA 19 DE NOVEMBRO, ESTAREMOS NO CENTRO DA CIDADE COMEMORANDO 30 ANOS DO GRUCON-CM. OPORTUNIDADE DE COMEMORARMOS TAMBÉM O GRANDE "ABRAÇO" QUE O GRUPO TEM DADO ÀS CRIANÇAS DA CIDADE ALTA E GANGURI DE CIMA, COM O PROJETO "OCUPANDO A HORA VAGA".
PARABÉNS!
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
QUE FURO, REDE GLOBO!
Quem assistiu à final do quadro "Dança dos Famosos" do programa "Domingão do Faustão" deve ter percebido o "show" de preconceito protagonizado por Rodrigo Lombardi (Um dos jurados do dia) e pelo próprio Fausto Silva (Apresentador do programa).
Quando elogiava um dos finalistas, o ator Rodrigo Lombardi, num discurso infeliz (Quero eu acreditar) o comparou com o grande astro americano Sammy Davis Jr., que entrava no palco "negro, caolho e com 1,50m de altura" e saía "alto, branco e de olhos azuis".
Para fechar com chave de ouro o "show", Faustão pega do chão um casaco branco que o finalista havia usado na apresentação e o arremessa longe dizendo que aquilo parecia coisa de pai-de-santo e que queria aquilo longe dele.
Muitos sites e comentários aos vídeos postados na web têm debatido se houve preconceito ou não. O fato é que, comunicadores, que também me considero, devem dar mais valor à força que as palavras exercem.
Infelicidade no discurso ou preconceito enraizado, a Globo tem pisado feio na bola!
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
O GRUPO DE ESTUDOS DO GRUCON-CM NO ZULMIRA FOI UM SUCESSO DE PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS DO 3º ANO E PROJETO AUTONOMIA.
Obrigada GRUCON-CM, Profº Milner, Profª Renata Carvalho, Profª Cláudia Ferreira, Profª Anateresa, Alunos, Direção e Funcionários, pelo apoio e participação exemplares.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
GRUPO DE ESTUDOS DO GRUCON
Em parceria com o C.E. Maria Zulmira Tôrres, o GRUCON-CM, promoverá debate aqui na escola, dia 09/08/11, às 19h, com a colaboração dos professores Anateresa, Milner e Renata Carvalho.
Prestigie!
Prestigie!
domingo, 24 de julho de 2011
PAÍS TEM TAXA ELEVADA DE MORTE DE GAYS
Extraído do texto de Marcelle Ribeiro, caderno "O País", Jornal O GLOBO, dia 24/07/2011.
"Em maior evidência na mídia no momento, a discriminação contra homossexuais no Brasil preocupa o governo, entidades civis e também a Unaids, programa das Nações Unidas sobre a Aids.
_ O Brasil é campeão de crimes. A média é de 35 a 40 mortes de gays por ano no México. Nos Estados Unidos, é de 25 a 30. E, no Brasil, foram 260 no último ano - afirma Pedro Chequer, coordenador da Unaids no Brasil.
Chequer, assim como especialistas e dirigentes de entidades que atuam em defesa dos direitos de homossexuais, defende a aprovação da lei que criminaliza a homofobia.
(...)
No caso do racismo, a discriminação contra negros continua acontecendo pelo fato de as penas para esse tipo de delito serem pequenas, na opinião do presidente da Comissão de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo, Eduardo Pereira da Silva.
_ A pena não tem tido um caráter pedagógico - afirma.
Já Marco Antônio Zito, conselheiro do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra do governo de estado, reclama da demora das decisões judiciais de casos sobre racismo, o que gera sensação de impunidade."
Homofobia é crime! Racismo é crime! Denuncie! Dê sua opinião, postando um comentário.
sábado, 11 de junho de 2011
REUNIÕES DE ESTUDO 2011
Muito bom o bate-papo, no dia 06/06, na casa de Celeida. Apesar do frio intenso dos "Alpes Gangurienses", quem foi aproveitou o debate sobre o Estatuto da Igualdade Racial. A próxima reunião de estudos será aqui, em nossa escola, dia 09/08, às 19 horas. Venha contribuir com suas ideias!
segunda-feira, 4 de abril de 2011
PARA PENSAR
Extraído do original "Sucesso avassalador", de Fabiano Moreira, "Segundo Caderno", JORNAL O GLOBO, 01/04/11.
"Grupo de funk tira onda em clipe e vira sensação da internet"
"(...) A primeira aparição do grupo, com o clipe "Sou foda", rendeu mais de quatro milhões de acessos no canal de vídeos e um sem-número de versões e mashups (...).
(...) 'Sou foda' é realmente engraçado, com um clipe 'avassalador', feito em chroma key pelo MC Ratão. Nele, Vitinho executa uma dancinha sensual, levantando a camisa e mostrando o tanquinho.
Virar uma celebridade da web transformou a vida de Vitinho.
_ O 'Sou foda' é um personagem, uma zoação. No vídeo e no show, eu sou Vitinho, avassalador, mas na vida eu sou o Vítor, tranquilão, amigo de todo mundo, tô quase casando, sou noivo de mostrar aliança - confessa o MC, que garante ter conseguido, como viral na rede, 'melhorar as condições de vida' da mãe, com quem mora no Jardim América.
Show tem quase toda semana, em locais como Via Show, Nova Show e casas em São Paulo,Vitória, Belo Horizonte. O Vitinho pegou geral."
Mashups são um novo gênero de aplicações Web interativas que tiram partido de conteúdos recolhidos de fontes de dados externos para criar serviços inteiramente novos e inovadores. São um marco da segunda geração de aplicações web informalmente conhecida como Web 2.0.
Chroma key é uma técnica de processamento de imagens cujo objetivo é eliminar o fundo de uma imagem para isolar os personagens ou objetos de interesse que posteriormente são combinados com uma outra imagem de fundo.
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